Neste quadro do Programa Abertura, que foi ao ar no final dos anos 1970, Glauber opera antropofagicamente o audiovisual, demonstrando no seu manifesto tele-cine-gráfico a potência reflexiva da TV.
Observem que isso se dá na inquietação gerada pelo diretor: seus deslocamentos em várias direções e enfrentamentos brechtianos com a câmera, o uso de cortinas utilizando o livro que abre outro hipertexto, na citação do pensamento acadêmico brasileiro e internacional, inspirado pelo movimento cultural do Cinema Novo. Na sua verve de pregador ainda ressoam a oralidade dos ritmos nordestinos e a fala barroca.
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"Programa Abertura" - 1979, direção de Fernando Barbosa Lima.