Fábrica do Futuro


e.AR / Percurso Antropofágico

Traição da memória

Traição da memória: Mário de Andrade dizia ter um sério problema de memória e que toda a sua erudição repousava em fichas e nos volumes. “Em mim só conservo melancolicamente como que um salão depois do baile. Pelos riscos no chão, pelas migalhas, pela desordem das cadeiras, a gente percebe que muita coisa se passou ali.”


Para Mário, o esquecimento da cultura imposta pela metrópole seria uma das saídas eficazes a favor da nossa independência cultural, pela desobediência do colonizado em relação à marca registrada das idéias e dos modelos do colonizador. Isso se daria menos pela destruição, mas pela prática da transgressão e releitura desses modelos, como efetuado pela escrita parodística e de segunda mão de Macunaíma.


Métodos do mau selvagem: roubo, trapaça, cópia, tráfico. Na criação, a denúncia do conflito e sua incorporação no ato de “tirar o canto novo”.


Fazer = Pensar


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Créditos:

Áudio de suporte: Heitor Villa-Lobos



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