ANTROPOFAGIA: MODO DE USAR
Neste processo formativo de qualificação audiovisual, a antropofagia cultural é entendida como uma constante que atravessa parte da produção artística brasileira.
A antropofagia se expressa na tensão que estabelece com modos de fazer e de pensar de marcadores dominantes em outros tempos e espaços (como o logocentrismo ou o eurocentrismo, por exemplo).
Seus operadores se manifestam na ruptura e transgressão de valores estéticos, explicitando conflitos inerentes ao encontro com a diferença.
Para deixar clara a opção pelos operadores antropofágicos no audiovisual, faz-se necessário o esclarecimento de alguns princípios que orientam essa expressão artística:
O conflito enquanto método crítico;
A presença ou não desses princípios permite discernir entre obras nas quais as influências impõem sentido às criações e paradigmas copiados daquelas que operam figuras de alteridade.
Sugestões de debate e colaboração:
1. Sugerir links e outros exemplos de obras audiovisuais, músicas e imagens nas quais se pode apreender os três princípios teóricos dos operadores da antropofagia.
2. Sugerir contra-exemplos, ou seja, exemplos em que os operadores da antropofagia são apagados.
Sugestões de leitura complementar
MOTA, M.R.P. Audiovisual, cultura e alteridade em "Como era gostoso o meu francês”.
MOTA, M.R.P. Tupi or not Tupi – a dialética da ‘ninguendade’ no cinema brasileiro.