Arena Digital em São João Del Rei

No dia 10 de outubro, a Arena Digital animou debate em São João Del Rei. Realizado pela Fábrica do Futuro e o fórum WebVisão, o programa discutiu o tema juventude e trabalho com a participação de representantes de organizações, coletivos locais, estudantes e especialistas.

A gravação ocorreu no Espaço Cultural da Companhia de Teatro ManiCômicos. Cerca de 60 jovens participaram da conversa com os apresentadores e debatedores. A parceria com a Universidade Federal de São João Del Rei ultrapassou os limites institucionais e resultou no envolvimento de estudantes da própria equipe da Pró-Reitoria de Extensão e do projeto 5ª Cultural.

Jovens da cidade se encarregaram de operar as câmeras, produzir a programação e criar vídeos que pautaram todo fórum local.

Evento SYNC, a grande festa da rede Paralaxe LAB

O projeto Paralaxe LAB promove no próximo dia 27 de setembro às 19 horas o evento SYNC. Conectados pela internet, os 10 coletivos integrantes do projetos irão lançar simultâneamene os produtos desenvolvidos ao longo desta jornada. Participe!

Acompanhe a transmissão ao vivo do evento pela internet:

www.livestream.com/ffuturo

Saiba mais sobre o Paralaxe LAB:

paralaxelab.fabricadofuturo.org.br

 

 

 

 

Mapas, mídias, Interações e reflexões…

 

Confira tudo o que rolou no CICLO FORMATIVO do projeto Nós Mídia em Belo Horizonte.

 

O projeto Nós Mídia iniciou as atividades do seu CICLO FORMATIVO oferecido aos residentes multiplicadores selecionados através de chamada pública para realizar oficinas de mídias participativas e mapeamento cultural em Minas Gerais.

Em uma programação intensa, organizada durante o CIDADE ELETRONIKA, os 6 jovens selecionados e convidados tiveram a oportunidade de interagir e refletir sobre processos de ocupação e registro de bens culturais tangíveis e intangíveis na busca de um mapeamento afetivo com foco na descoberta da cidade.

 

MAPEAMENTO CULTURAL

Com o historiador Raul Lanari, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho de inventário e mepamento cultural realizado em processos de tombamento. Confira na íntegra o artigo que Raul elaborou especialmente para o projeto Nós Mídia sobre MAPEAMENTO CULTURAL E DIFUSÃO NA INTERNET.

Nas atividades práticas de mapeamento cultural o jovens conheceram o sistema de postagem do mapa Nós Mídia e realizaram registros afetivos do centro Belo Horizonte. Confira os registros coletados e publicados pelo oficina.

www.mapa.nosmidia.com.br

 

EBOOKS

O Jornalista Leonardo Foletto, autor do blog Baixa Cultura e membro da Casa da Cultura Digital, apresentou o material didático do projeto, os E-BOOKs Nós Mídia contém, artigos, tutorais e materiais de referências que auxiliam os multiplicadores na elaboração das oficinas realizadas nas comunidades. Confira e compartilhe as publicações digitais interativas do projeto.

www.nosmidia.com.bR/ebook 

 

WEBNÁRIO

Com a mediação de Daniel Perini da Fábrica do futuro, O WEBNÁRIO Nós Mídia, realizado no dia 8 de Setembro, reuniu pesquisadores e ativistas para refletir sobre o papel da internet no contexto da comunicação e da participação social. Nacho Duran e Daniel Gonzales iniciaram a conversa com a apresentação “Da democratizaçao das tecnologias ás tecnologias da democratização” que trata da influência das mídias móveis nos movimentos sociais na América Latina e Caribe. Confira a apresentação e a biografia dos palestrantes.

Ainda durante o WEBNÁRIO, o jornalista e pesquisador André Deak detalhou o novo perfil de profissional de comunicação que o mundo interconectado exige. A pesquisa foi utilizada para a elaboração do E-BOOK  Jornalismo Digital.

Confira as imagens das oficinas e fique ligado para saber a programação das próximas oficinas do projeto que acontecem até o final do mês de outubro de 2012.

Veja o post original no BLOG do projeto Nós Mídia

Fábrica do Futuro no Cidade Eletronika

Com uma proposta de ocupar a cidade, o cidade eletronika terá uma série atrações como performances audiovisuais e musicais, oficinas, seminários e palestras. Dentro do Quintal do Cidade Eletronika a Fábrica Futuro preparou um espaço especial para expressar os produtos e processos da sua Rede Criativa do Audiovisual – RECRIA, formada pelos projetos Webvisão, Paralaxe LAB e Nós Mídia.

Confira a programação completa no site do evento e as atividades dos projetos da rede RECRIA.
http://www.festivaleletronika.com.br/

NÓS MÍDIA

O projeto Nós Mídia realizará uma oficina para residentes multiplicadores e um webnário entre os dias 5 e 8 de setembro. As incrições vão até o dia 30 de setembro. Veja no link abaixo como participar.

http://www.nosmidia.com.br/chamada-para-residentes/

PARALAXE LAB

Em uma tenda audiovisual o público encontrará um ambiente imersivo com vídeos produzidos pelos coletivos de cada projeto, uma série de objetos óticos como espelhos, lentes e garrafas serão disponibilizados para alterar da trajetória da luz nas projeções dentro da mostra.

WEBVISÃO

O projeto WEBVISÃO fará uma cobertura especial do PIC NIC urbano e das apresentações artísticas do no dia 9 de setembro. O conteúdo produzido será exibido no programa Arena Digital.

 

Edital “Mais Cultura nas Escolas”

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais, e o Ministério da Educação vão lançar no próximo dia 10 de setembro o edital do Programa “Mais Cultura nas Escolas”, que vai selecionar 5.000 mil propostas de todo o país elaboradas em parceria entre  escolas e instituições culturais. A finalidade do Programa é fomentar ações que promovam o encontro entre o projeto pedagógico de escolas públicas contempladas com os Programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador do MEC e experiências culturais e artísticas em curso nas comunidades locais. Serão investidos cerca de 100 milhões no total, sendo que cada projeto selecionado receberá entre R$ 20 mil e 22 mil, proporcionalmente calculados em relação ao número de alunos registrados no censo de 2011.

O Programa é um dos resultados da aliança entre os dois ministérios para a estruturação de uma Política Nacional de Cultura para a Educação, celebrada pelo Acordo de Cooperação Técnica no. 001/2011. Um dos desafios desta iniciativa é a formulação e a implementação de uma política que promova a interface entre educação e cultura, de maneira a abranger a formação para a cidadania, o ensino da arte nas escolas de educação básica, o compromisso das universidades com a promoção da cultura e da diversidade e o ensino profissionalizante no que tange à economia da cultura.

MinC vai ouvir sociedade para integrar Cultura e Educação

Encontro será no Rio de Janeiro na próxima sexta, dia 17/08

A Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura e a ONG Casa da Arte de Educar promovem, no dia 17 de agosto, mais uma pesquisa-ação do projeto Um Plano Articulado para Cultura e Educação. O encontro será realizado no auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, de 14h às 17h30min, e é dirigido a atores sociais dos quatro estados da Região Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo).

O evento vai reunir educadores, estudantes, gestores públicos, artistas, líderes comunitários e representantes de movimentos sociais para discutir a criação de uma política de integração entre cultura e educação, a partir de experiências bem sucedidas realizadas pela sociedade.

A pesquisa-ação atingirá as cinco regiões brasileiras e utilizará como metodologia a Mandala dos Saberes, que visa promover o diálogo entre a diversidade cultural e educacional da comunidade, aproximando o saber acadêmico do saber cotidiano. O primeiro encontro foi realizado em Recife em junho passado. Toda a experiência vivenciada durante o processo nas cinco regiões brasileiras dará origem a um caderno pedagógico e dois vídeos que estarão disponíveis numa plataforma digital no site da Casa da Arte de Educar.

Informamos que o auditório onde será realizado o evento no Rio é limitado a 120 lugares, sendo que a entrada será por ordem de chegada. Assim, os interessados do Estado de Minas Gerais que queiram participar devem confirmar presença pelo e-mail aparecida.maria@cultura.gov.br

Texto extraído do boletim eletrônico da Representação Regional do Ministério da Cultura em Minas Gerais “Teia Cultural Minas”.

http://www.cultura.gov.br/site/categoria/representacoes-regionais/regional-mg

 

Mapa Cultural Nós Mídia

Projeto integrante da rede RECRIA, o mapa cultural Nós Mídia é uma base de dados georreferenciados na internet e em dispositivos móveis que concentra as informações produzidas por pessoas e coletivos colaboradores do projeto. O mapa está em fase desenvolvimento e terá uma programação formativa para residêntes multiplicadores do projeto. Conheça as categorias e as funcionalidades da ferramenta que será lançada em setembro.

WWW.NOSMIDIA.COM.BR

A GUERRA PELA REDE

II Fórum da Internet no Brasil reúne ativistas, sociedade civil, governos, pesquisadores e empresários para debater o futuro da REDE.

II Fórum da Internet no Brasil - Pré IGF Brasileiro 2012

Por Artur de Leos

Fotos: Fora do Eixo

Participei entre os dias 3 e 6 de julho do II Fórum da Internet no Brasil, em Olinda/PE. O evento promovido pelo CGI (Comitê Gestor da Internet) é um encontro preparatório para o Fórum de Governança da Internet (IGF), que foi proposto em 2005 e pretende discutir sobre o futuro da Internet no Brasil. Ele faz isso através de cinco linhas de discussão, que são:

  • Garantia de Direitos na Rede e Marco Civil da Internet,
  • Propriedade Intelectual na Rede,
  • Banda Larga no Brasil e Inclusão Digital: O que fazer?,
  • Como Estimular Conteúdos e Plataformas Nacionais na Rede Mundial,
  • Governança Global da Internet.

Fui ao Fórum como representante da Sociedade Civil, através do Projeto Nós Mídia, do qual sou coordenador geral e da ONG Fábrica do futuro, onde atuo desde 2007 no desenvolvimento de projetos culturais interdisciplinares para formação de jovens com ênfase no uso do audiovisual e novas mídias.

 

POLÍTICAS DIGITAIS PARA A EDUCAÇÃO

Fui para participar da trilha número quatro, Como Estimular Conteúdos e Plataformas Nacionais na Rede Mundial. Na abertura, acompanhei as falas de José Murilo (Coordenador de Cultura Digital no Ministério da Cultura), da professora Regina Melo Silveira (USP), do professor Guido Lemos (UFP) e do professor Nelson Preto (UFBA), que tiveram o papel de provocar os participantes.

Durante o debate, foi possível perceber  como a questão da produção de conteúdo e do desenvolvimento de plataformas nacionais está diretamente ligada as questões nacionais de educação e de propriedade intelectual.

A professora Regina Melo Silveira direcionou a sua fala para a educação, levantando a demanda de plataformas digitais voltadas para o setor, a falta de processos já definidos de edição, finalização e distribuição de conteúdo e  meios de envolver professores nos processos de disponibilização da produção na REDE.

Para o professor Nelson Preto, só será possível estimular conteúdos e plataformas nacionais na rede Mundial com o fortalecimento da capacidade criativa e participativa do cidadão. Isso não poderá ser feito sem passar por questões nevrálgicas da sociedade, como o plano nacional de Banda Larga, o Marco Legal da Internet no Brasil e a Lei do Direito Autoral. É importante simplificar a estrutura de apoio a produção de conteúdos educacionais e disponibilizar a produção acadêmica para a população.

Após as falas de abertura, foi a vez dos participantes do evento acrescentarem suas experiencias pessoais ao relatório da trilha, que será a base para a elaboração de políticas públicas para os setores envolvidos.

Foi possível ver a diversidade dos setores representados. Acadêmicos, empresários, representantes de governos e da sociedade civil se alternaram em falas que variavam entre repúdio e defesa da Lei dos direitos autorais.  Porém, a questão da educação e da cultural digital como um instrumento fundamental nas escolas, deu o tom do debate na trilha.

Destaco as participações de  Marcus Urupá, do coletivo Intervozes, que  salientou a importância de estimular produtores locais de conteúdo e Lilian Starobinas, do Projeto REA (Recursos Educacionais Abertos), que apontou a necessidade de políticas para a formação de professores multiplicadores de atividades digitais.

 

II Fórum da Internet no Brasil - Pré IGF Brasileiro 2012

 

Na minha fala, endossei o coro dos produtores de conteúdo da sociedade civil no pedido por políticas digitais para a educação. Ponderei que um dos problemas do Fórum é a dificuldade de trabalhar com propostas objetivas e a questão da descontinuidade de projetos com a troca de governos. Coloquei a necessidade do desenvolvimento de um programa nacional para produção e gestão de conteúdos educativos locais, feitos pelos próprios cidadãos.

Mapeamento de patrimônios culturais, estímulo a atividade de microempreendedores digitais, programas para aquisição de soluções (ferramentas) para internet em bases de dados abertas; estímulo à plataformas e redes nacionais como o portal ITEIA (a rede dos pontos de cultura); flexibilização dos direitos autorais em ambientes educativos e edição de livros digitais foram algumas das questões levantadas como passiveis de debate. Em geral, sugeri uma agenda de democratização dos meios de comunicação para a educação e a participação social.

 

HACKERATIVISMO  E A CYBERGUERRA! A BATALHA ESTÁ APENAS COMEÇANDO

Antes da plenária de encerramento do Fórum, onde foram lidos os relatos de cada trilha, o professor Sérgio Amadeu, membro da sociedade civil dentro do CGI, falou sobre HACKATIVISMO, um dos principais pontos de discussão na Rede atualmente. O termo Hacker ficou estigmatizado como definição para o criminoso virtual que invade sistemas e lesa pessoas, porém,  Amadeu desmistificou essa visão e apresentou o Hacker como uma pessoa apaixonada por códigos e soluções.

Os Hackers compartilham valores e atitudes. Para eles, o mundo esta cheio de problemas que devem ser resolvidos e faz parte de sua essência negar a lógica do trabalho industrial, dominar os meios de produção e compartilhar os conhecimentos em busca da autonomia tecnológica. Hackear é inventar, alargar e levar o protocolo além de seus limites.

Os hackativistas são produtores de tecnologia politizados que se ligaram à ativistas. Eles acreditam que a internet é cerceada por interesses econômicos de corporações e instituições que não querem uma rede aberta. Como eles trabalham com a produção de conteúdo virtual, é de primeira importância o uso de códigos abertos. A desconfiança em autoridades e um senso de auto-proteção fizeram com que essa produção se tornasse descentralizada e compartilhada e potencializaram o surgimento e disseminação dos hackerspaces. Esses espaços são basicamente laboratórios de educação, desenvolvimento e compartilhamento de conhecimento.

É importante diferenciar o Hacker do Cracker, que é quem, de fato, opera crimes virtuais e utiliza a internet para lesar pessoas. Amadeu aponta que esta confusão é, na verdade, uma campanha para criminalizar os ativistas que organizam protestos online e ataques a sites de instituições que limitam a liberdade.

Estes ataques tiveram grande repercussão nos últimos meses, principalmente na figura do grupo Anonymous, que realiza protestos de negação e “hypertrofia” de serviços em servidores. A “hypertrofia” não é considerada crime, é sim uma espécie de greve de cidadãos organizados virtualmente para defesa de algum objetivo comum. Um exemplo desses protestos aconteceu durante a prisão de Julian Assange, criador do WikiLeaks, quando portais de diversos governos e algumas empresas ficaram fora do ar por algumas horas.

Ao final do evento, o clima entre os participantes era de insatisfação. Amotinados, os representantes se uniram para repudiar o modelo do Fórum e questionar a transparência nas atividades do CGI. Para eles, o encontro serve apenas legitimar as atividades do Comitê, que não demonstra nenhum esforço em colocar em prática as propostas ouvidas. A ausência de grupos de trabalho que possam dar prosseguimento às pautas foi propulsora na criação de grupos civis para fazer frente aos interesses de grandes grupos financeiros da REDE.

De fato existe uma cyberguerra em andamento, e seus próximos capítulos serão determinantes no potencial da participação criativa e democrática do cidadão na REDE. Como herança do II Fórum da Internet no Brasil fica a dúvida se eventos como esse serão suficientes para garantir os interesses do cidadão nessa tão emaranhada rede.

Artur de Leos é fotógrafo e produtor cultural. Coordenador do projeto Nós Mídia e colaborador da ONG Fábrica do Futuro.