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Assim pintou Moçambique...

"...Nesse pique, nesse toque, nesse toque, nesse pique, assim pintou Mocambique". A música de Moraes Moreira, alegre e contagiante, pode não virar o hino oficial do IV Cineport, mas indica que, se a realização do festival em terras africanas é um grande desafio, não faltará pique aos organizadores para a concretização desta missão. Maputo, a capital moçambicana, cuja área metropolitana reúne mais de 1,7 milhão de habitantes -aí incluindo o município de Matola-, será o palco do festival, encerrando o primeiro ciclo do festival, que passou pelo Brasil e Portugal.

Banhado pelo Oceano Índico, Maputo fica no sul de Moçambique, país localizado na costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzânia, a leste pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe. Esta antiga colônia de Portugal ficou independente em 1975 e, depois de anos mergulhado em guerras internas, vive um regime democrático.

Em 2008, pois, o Cineport atravessa a África e pousa em Maputo. Dificuldades existirão e não serão poucas. Em Cataguases, no interior de Minas, elas existiram e foram superadas, lançando as bases para as posteriores edições do festival. Um dos maiores trunfos dos organizadores é o fato de que o Cineport vem sendo apontado como umas das raras e sólidas ações culturais de integração permanente no âmbito da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Então, que venha Maputo, o Cineport vai mostrar o melhor do cinema em língua portuguesa
"fazendo um som no atabaque, trazendo até pro batuque, cantando um samba de black, assim pintou Moçambique".

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